A palavra ganha vida em Barreiras com o projeto “Contação de Histórias: A Arte de Encantar
por Meio das Narrativas Orais e Escritas”, iniciativa que, entre agosto
e dezembro de 2026, pretende aproximar crianças, jovens, professores e
universitários da literatura por meio da imaginação, da oralidade e da escrita.
Idealizado pela professora, escritora, contadora de
histórias e agente cultural Maria
Augusta da Silva Serpa, o projeto reúne apresentações de contação de
histórias, oficinas de formação e um festival cultural, criando espaços de
encontro entre leitores, educadores e diferentes formas de expressão artística.
A iniciativa foi contemplada pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à
Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal, por meio do
Ministério da Cultura, e execução do Governo do Estado da Bahia, através da
Secretaria de Cultura. Em Barreiras, conta com apoio da Prefeitura, por meio da
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Biblioteca Municipal Folk Rocha,
além da parceria da Secretaria Municipal de Educação e das escolas da rede
pública.
A abertura ocorreu na última sexta-feira (7), na
Biblioteca Municipal Folk Rocha, reunindo estudantes da Escola Municipal
Tarcilo Vieira de Melo. O público acompanhou a apresentação de “Mariana e o Planeta Matemático”, em
uma tarde marcada pela imaginação, pela interação e pelo contato com a
literatura.
A programação contou ainda com a participação do intérprete de Libras Felipe Andrade, do músico Marcos Eulálio de Souza e do fotógrafo Ítalo Santos, além da equipe da Biblioteca Folk Rocha, coordenada por Liana Arêas.
A expectativa é alcançar mais de 400 crianças, adolescentes, professores e
universitários, ampliando o acesso à literatura e fortalecendo a
formação de novos leitores e contadores de histórias.
“Queremos que as histórias sejam uma porta de
entrada para a leitura, para a imaginação e para a descoberta de novos mundos.
Ao mesmo tempo, buscamos formar pessoas que possam multiplicar essa experiência
em escolas e outros espaços”, destaca Maria Augusta.
Para Liana Arêas, coordenadora da Biblioteca
Municipal Folk Rocha, iniciativas como essa ajudam a transformar a relação do
público com o livro e com a própria biblioteca. “A contação de histórias
desperta a imaginação, estimula o gosto pela leitura e contribui para a
formação de novos leitores. Receber um projeto como esse torna a biblioteca um
espaço ainda mais vivo, acolhedor e próximo da comunidade”, afirma.
Ao unir literatura, música, acessibilidade,
formação e memória, o projeto reafirma a força da narrativa oral como
instrumento de educação e cultura — e mostra que, em Barreiras, contar
histórias também é uma maneira de formar leitores, estimular a criatividade e
aproximar pessoas.

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