quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Jacques Wagner tem reeleição ameaçada com queda significativa após denúncias enviolvendo seu nome

 


A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (9) traz uma notícia pouco confortável para Jaques Wagner: o senador petista já não nada de braçada na disputa pelo Senado baiano.

Com 19% das intenções de voto, Wagner aparece tecnicamente empatado com João Roma (17%) e Angelo Coronel (15%). Ou seja: aquilo que poderia ser uma reeleição tranquila começa a ganhar contornos de disputa — e, para um político com a trajetória de Wagner, a fotografia não é exatamente lisonjeira.

O contraste fica ainda mais evidente quando se olha para o desempenho de Rui Costa. O ex-governador aparece isolado na liderança, com 26%, deixando Wagner seis pontos atrás. Na política, seis pontos podem ser apenas números. Quando o adversário está dentro da própria casa, porém, eles ganham outro significado.

Wagner, que já foi governador e ocupa uma posição central no PT baiano há décadas, agora precisa dividir espaço com antigos aliados e enfrentar uma oposição que encontrou terreno para avançar.

João Roma e Angelo Coronel integram a chapa de oposição liderada por ACM Neto, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues tenta manter o comando do Estado pelo PT.

A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 4 e 8 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O resultado, portanto, não decreta a derrota de Wagner. Mas produz algo politicamente mais incômodo: a sensação de que sua reeleição deixou de ser uma certeza e passou a ser uma batalha.

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