E VIRA ESPETÁCULO TENSO...
A sessão do Supremo Tribunal Federal terminou sem uma decisão
sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Flávio Dino pediu vista
e interrompeu o julgamento quando o placar estava em 4 a 3. O episódio, marcado
por tensão entre ministros, reacendeu o debate sobre transparência e
credibilidade das instituições.
E essa discussão também precisa chegar à Bahia. Há uma
parcela do eleitorado petista que, mesmo diante de denúncias, crises e
resultados questionados de governos do partido, continua mantendo seu apoio
político. A Bahia é governada pelo PT há quase duas décadas, e segurança
pública, saúde, educação e emprego continuam entre os principais temas que desafiam
o estado. Análises recentes também apontam deterioração das contas públicas na
atual gestão, embora os investimentos tenham aumentado.
A questão não é atacar o eleitor de esquerda, mas perguntar:
até onde vai a fidelidade partidária? Quando o político erra, o eleitor precisa
cobrar. Quando há suspeita de crime, é preciso investigação e julgamento. E
quando os indicadores não correspondem às expectativas da população, também é
legítimo exigir mudança.
Democracia não pode ser torcida organizada. O eleitor
petista, assim como qualquer outro eleitor, não deveria entregar um cheque em
branco ao seu partido. Voto é escolha, mas também é cobrança e
responsabilidade.

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