terça-feira, 15 de setembro de 2026

QUANDO O SUPREMO FAZ O CONTRÁRIO DO SEU PAPEL..

 E VIRA ESPETÁCULO TENSO...


 

A sessão do Supremo Tribunal Federal terminou sem uma decisão sobre o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Flávio Dino pediu vista e interrompeu o julgamento quando o placar estava em 4 a 3. O episódio, marcado por tensão entre ministros, reacendeu o debate sobre transparência e credibilidade das instituições.

E essa discussão também precisa chegar à Bahia. Há uma parcela do eleitorado petista que, mesmo diante de denúncias, crises e resultados questionados de governos do partido, continua mantendo seu apoio político. A Bahia é governada pelo PT há quase duas décadas, e segurança pública, saúde, educação e emprego continuam entre os principais temas que desafiam o estado. Análises recentes também apontam deterioração das contas públicas na atual gestão, embora os investimentos tenham aumentado.

A questão não é atacar o eleitor de esquerda, mas perguntar: até onde vai a fidelidade partidária? Quando o político erra, o eleitor precisa cobrar. Quando há suspeita de crime, é preciso investigação e julgamento. E quando os indicadores não correspondem às expectativas da população, também é legítimo exigir mudança.

Democracia não pode ser torcida organizada. O eleitor petista, assim como qualquer outro eleitor, não deveria entregar um cheque em branco ao seu partido. Voto é escolha, mas também é cobrança e responsabilidade.


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